Porto Alegre e região metropolitana
Porto Alegre em números: o que os indicadores oficiais mostram entre 2019 e 2025
Roubos de veículos caíram 89% e roubos ao comércio, 44%. O que os indicadores oficiais de Porto Alegre significam para quem administra um patrimônio.
Entre 2019 e 2025, Porto Alegre registrou queda em praticamente todos os indicadores de crimes contra o patrimônio acompanhados pelo Observatório Estadual da Segurança Pública. A redução, porém, não foi uniforme, e a diferença entre um indicador e outro é justamente o que interessa a quem administra um condomínio, uma loja ou uma empresa.
Os números, lado a lado
Os dados abaixo comparam os totais anuais de ocorrências registradas em Porto Alegre em 2019 e em 2025, conforme divulgado em abril de 2026 com base no Observatório Estadual da Segurança Pública, vinculado à SSP-RS.
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Roubos a pedestre-73%
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Roubos de veículos-89%
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Roubos a estabelecimentos comerciais-44%
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Roubos a transporte coletivo-83%
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Homicídios dolosos-42%
Unidade: ocorrências. Variação calculada pela redação. Fonte: Observatório Estadual da Segurança Pública (SSP-RS), via Jornal Força do Vale, 09/04/2026.
Na mesma comparação, os latrocínios passaram de 15 para 3 (−80%), os roubos a bancos de 17 para 3 (−82%) e os crimes violentos letais intencionais (CVLI) de 380 para 207 (−46%).
O que muda para quem administra um patrimônio
A queda foi maior nas ruas do que nos estabelecimentos
Os roubos a pedestre caíram 73% e os roubos de veículos, 89%. Já os roubos a estabelecimentos comerciais recuaram 44%, uma redução importante, mas menor que a dos demais indicadores. Em 2025, foram 905 registros desse tipo na capital, o equivalente a uma média de cerca de 2,5 por dia (cálculo da redação a partir do total anual).
Para o varejo, farmácias, postos de combustível e restaurantes, a leitura prática é que o ambiente geral melhorou, mas o estabelecimento continua sendo um alvo relevante. Rotinas de abertura e fechamento, manejo de caixa e controle de quem circula no interior da loja seguem merecendo atenção.
Indicadores municipais não descrevem o seu endereço
Um total anual para a cidade inteira esconde diferenças grandes entre bairros, horários e tipos de imóvel. Um condomínio residencial no extremo sul e um centro comercial no Centro Histórico estão sujeitos a dinâmicas diferentes, mesmo que ambos façam parte da mesma estatística.
É por isso que a avaliação de um patrimônio não começa pelo indicador da cidade, mas pelo próprio local: acessos, perímetro, iluminação, fluxo de pessoas, horários sem movimento e histórico de ocorrências relatado por quem vive ou trabalha ali.
Queda não é sinônimo de risco zero
Indicadores em queda tendem a reduzir a percepção de risco. Na prática, isso às vezes leva à desmobilização de rotinas que funcionavam, um portão que passa a ficar aberto, uma ronda que deixa de ser feita, um registro de visitantes que vira formalidade. Vulnerabilidades operacionais continuam existindo independentemente da tendência geral.
Limitações dos dados
- Registros, não fatos. Os números refletem ocorrências registradas. Mudanças na disposição da população em registrar ocorrências afetam a série, especialmente em crimes de menor gravidade.
- Totais absolutos. A comparação usa números absolutos, não taxas por 100 mil habitantes. Para comparar municípios de portes diferentes, é preciso calcular a taxa com a população do mesmo período.
- Dois pontos no tempo. Comparar 2019 com 2025 mostra a variação acumulada, não o comportamento ano a ano. Os anos intermediários incluem a pandemia e as enchentes de 2024, que alteraram a rotina da cidade.
- Conferência na fonte. Os valores foram publicados pela imprensa com base no Observatório Estadual. A SSP-RS disponibiliza as planilhas oficiais por município; recomenda-se a consulta direta antes de qualquer uso técnico.
Como usar esta leitura
Os indicadores oficiais são um bom ponto de partida para conversas sobre segurança, mas não substituem a observação do próprio patrimônio. Três perguntas ajudam a traduzir o cenário para a sua realidade:
- Quais acessos do local ficam sem verificação em algum momento do dia?
- Quais rotinas são previsíveis para quem observa de fora, horários de abertura, troca de turno, recolhimento de valores?
- Existe registro do que acontece em cada turno, de forma que seja possível reconstituir um incidente?
Se a resposta a alguma delas for incerta, vale uma avaliação no local. Veja como a Percorre trabalha em segurança patrimonial e em controle de acesso.
Fontes
- Porto Alegre registra queda de 89% nos roubos de veículos em sete anosJornal Força do Vale, com dados do Observatório Estadual da Segurança Pública · 9 de abril de 2026
- Porto Alegre registra queda de 80% nos latrocínios e de 89% nos roubos de carros desde 2019Sul21 · abril de 2026
- Indicadores Criminais (planilhas anuais por município, 2002–2026)Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul · setembro de 2026
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